HOME | CONTATO
Buscar
  Diretoria
  Atas e Balanço
  Cadastre-se
Calendário
  Ranking
  Resultados
  Regras
História do Wake
  Manobras
  Links
  Dicas
  Anuncie na ABW
  >> Vídeo: Wet'n'Wild de SP
Seu vídeo aqui? Clique aqui >> Mais vídeos
 Sua Opinião

 

Regras

I. Introdução

A ABW (Associação Brasileira de Wakeboard) é o órgão Brasileiro responsável pelo wakeboard nacional. Tem por propósito ajudar a introduzir pessoas ao esporte competitivo que é hoje o wakeboard, promovendo o esporte de diversas maneiras, providenciando condições adequadas e justas para competições, homologando eventos e ajudando a educar o público de uma maneira que se proporcione maior divertimento e para que se melhorem as habilidades individuais no wakeboard. As regras aqui expostas regulam todos os campeonatos e eventos por nós sancionados. A Associação Brasileira de Wakeboard (ABW) é uma associação cujos dirigentes são eleitos por seus membros. Todos os membros são encorajados a participarem e a terem suas idéias e impressões discutidas em reuniões freqüentes para que a associação melhor sirva a todos. Qualquer filiado interessado pode participar de nossas reuniões. As regras e informações aqui expostas podem ser atualizadas anualmente ou a qualquer momento que a diretoria da ABW achar necessário. Até que uma nova edição anual ou modificação de regras seja publicada, as regras vigentes permanecem como válidas. Qualquer sugestão e melhoras para a regulamentação podem ser enviadas a ABW para que se ponha em pauta a discussão do assunto e se valide ou não a sugestão para a próxima atualização de regras. Qualquer alteração destas regras só será válida 7 dias após a publicação da mesma. É responsabilidade de todo wakeboarder participante de campeonatos sancionados pela ABW e de todo o pessoal envolvido na organização do mesmo de estarem familiarizados com todas as regras contidas neste manual.

II. Informações Gerais

1. Segurança

a) O primeiro e mais importante fator em todos os eventos e campeonatos sancionados pela ABW é a segurança. Todos os wakeboarders devem obrigatoriamente estar usando um colete salva-vidas.
b) Caso haja obstáculos na raia de competição e o wakeboarder seja de uma categoria que possa utilizá-los, o wakeboarder deverá obrigatoriamente usar um capacete aprovado pela ABW, caso contrário será desclassificado da competição. Isso vale tanto para os dias de competição como para os treinos.
c) É responsabilidade de quem testemunhar ou descobrir uma situação de perigo potencial ou real, de avisar ao Juiz Chefe e/ou a organização dos campeonatos. A conduta antiesportiva poderá ser apontada por qualquer competidor e/ou filiado da ABW, bem como por qualquer membro da organização do evento. Ela será julgada pelo Juiz Chefe e/ou a organização do evento.

2. Formatos de Competição

Este manual de regras é feito tendo como base o formato de Passada Livre (Freeride) que é o padrão adotado pela ABW para o ano. Existem outros formatos de competição, que também estão sendo descritos neste manual, porém eles estarão descritos em um item específico para cada um deles. Não sendo em um item específico a regra refere-se ao formato de Passada Livre. Abaixo estão os formatos possíveis de competição:

a) Passada livre (Freeride)
b) Passa cronometrada (Timed Freeride)
c) Campeonato de obstáculos
d) Campeonato de double up
e) Passada livre combinada com obstáculos
f) Passada cronometrada combinada com obstáculos
g) Wakeskate

3. Interpretação das Regras

Questões sobre interpretações, intenções, erros, conflitos ou adições às regras deste manual são responsabilidade final da direção da ABW, do juiz chefe do evento e do responsável pela pontuação. Qualquer duvida os wakeboarders devem entrar em contato com eles.

4. Horários de Competição – Preparação

Todos os wakeboarders devem estar presentes no local do evento para competir 30 minutos antes do horário previsto para o inicio do evento. A organização se reserva ao direito de alterar a agenda do evento a qualquer momento. As mudanças podem ocorrer devido a mudanças do tempo, interesses da mídia, manutenção de equipamentos da organização, etc. As alterações serão divulgadas sempre da melhor maneira disponível no momento. Não é responsabilidade da organização informar pessoalmente cada atleta. Recomenda-se estar atento durante todo o dia do evento para eventuais mudanças.

III. Conduta

As regras oficiais de conduta e comportamento pré-evento se farão cumprir em todas competições sancionadas dentro e fora do local do evento durante o período que o mesmo ocorrer. Será considerada conduta antiesportiva quando:

a) Qualquer conduta inadequada ao estilo de vida do wakeboard que possa causar perigo para qualquer pessoa no local do evento, participando ele da competição ou não.
b) Quaisquer condutas inadequadas de um wakeboarder, causando danos ao local do evento ou outros apoiadores e possivelmente atrasando a competição.
c) Qualquer profanação ou irreverência feita por um wakeboarder aos participantes, à ABW, aos organizadores do evento, patrocinadores, a sua própria associação ou organização de wakeboard a qual ele representa e espectadores que possa quebrar a atmosfera do campeonato.
d) Caso o wakeboarder se recusar a realizar manobras em sua passada.
e) Recusar em dar entrevistas e autógrafos.
f) Faltar em funções ou eventos a qual foi designado.
g) Competir sem estar regularizado, como por exemplo, sem ter sido inscrito e sem estar regular perante a ABW.
h) Exibir logomarcas ou qualquer outro tipo de propaganda não autorizada pela organização do evento ou que possa ser conflitante com os patrocinadores do evento.

Danos materiais ao local do evento ou hotel oficial do evento serão punidos com desclassificação. As despesas decorrentes são responsabilidade do atleta envolvido.

Toda e qualquer infração pode ser punida pela desclassificação dos wakeboarders envolvidos. No caso de a infração ser cometida por um não-wakeboarder, o responsável pelo evento tem o direito de banir esta pessoa do local. Qualquer desclassificação deve ser coordenada pelos responsáveis da ABW.

IV. Equipamentos

1. Pranchas de wakeboard devem ser usadas em eventos competitivos de wakeboard. Todas as pranchas de wakeboard devem flutuar. As pranchas de wakeboard devem orientar os pés do wakeboarder numa posição “de lado”.

2. Pranchas de wakeskate podem ser qualquer prancha de wakeboard ou similar com uma superfície que dê tração ou uma prancha sem superfície que dê tração, porém usando algum tipo de tênis que não esteja de modo algum preso a prancha.

3. Os wakeboarders devem providenciar seus próprios cabos e manetes. Todos os cabos usados em competição devem ser não estirantes e devem ser aprovados pelos juizes.

4. O colete salva vidas deverá fazer com que o wakeboarder flutue caso ele esteja inconsciente mantendo a cabeça fora d’água. O colete salva vidas tem que ter em adição ao zíper um sistema de fechos. Ele deve também prover proteção adequada para os impactos e evitar lesões nas costelas e órgão internos.

5. É responsabilidade exclusiva de cada wakeboarder ter certeza que seu equipamento esteja em condições próprias para o uso. Não é responsabilidade da organização fornecer qualquer equipamento. Tampouco é responsabilidade da organização desenroscar cabos ou fornecer chaves para aperto das botas por exemplo.

6. Qualquer dano aos equipamentos do competidor durante o evento é de total responsabilidade do atleta, inclusive os eventuais danos causados pela passagem nos obstáculos.

7. Todo o equipamento utilizado deverá de ser homologado pelos juizes.

8. O barco oficial do campeonato deverá ser homologado pela ABW. A distribuição do peso do mesmo será feita pelo juiz chefe e/ou o piloto da bateria. Uma vez que o peso do barco está definido para a bateria, ele não poderá ser movido, retirado ou alterado e todas as pessoas nele não mais poderão sair até o final da bateria.

9. É de responsabilidade do wakeboarder ter sabão para por as suas botas tanto no pontão de saída como no barco. A ABW não se responsabiliza pela falta do mesmo.

10. O capacete (proteção para a cabeça) deve ser aprovado pelos juizes e deve proteger não só a cabeça, mas também as orelhas do competidor.

V. Pré-requisitos

1. Todos os wakeboarders em um evento sancionado pela ABW devem ser filiados pela ABW. Não filiados podem participar pagando uma taxa extra, definida pela direção da ABW.

2. Antes de competir, o wakeboarder ou seu responsável legal deve assinar o “Termo de Responsabilidade” assumindo que conhece a natureza do esporte wakeboard e os riscos inerentes à prática do mesmo em competição. A ABW e os organizadores dos eventos por ela sancionados não são responsáveis por danos físicos, danos materiais e/ou danos morais ou sociais que venham a sofrer os wakeboarders, juizes e organizadores durante o evento ou durante a viagem ao mesmo.

3. Antes de competir o wakeboarder deve ter certeza de estar em ordem com a documentação requerida (ex.: fichas de inscrição, cadastros etc...). É responsabilidade do wakeboarder se inscrever com a pessoa designada para o evento responsável pelas inscrições, provar sua filiação, qualificação e assumir as responsabilidades do “Termo de Responsabilidade”.

4. O wakeboarder deverá informar a organização sobre qualquer condição médica especial, incluindo, mas não limitada a, ferimentos atuais ou passados, ou qualquer condição médica pré-existente. A organização poderá não permitir que o competidor participe do campeonato de acordo com suas condições médicas.

VI. Regras de Competição

1. Os wakeboarders devem informar ao piloto do barco, qual será a velocidade desejada. É responsabilidade do wakeboarder deixar isso bem claro. A mesma regra se aplica em relação ao comprimento que o cabo deva estar preso.

2. Qualquer wakeboarder que falhe em estar pronto para sair no momento em que o barco já esteja preparado para a sua saída e quando já for sua vez de acordo com a ordem de saída, será penalizado em 7 (sete) pontos na sua pontuação final e passará a ser o último wakeboarder da bateria a entrar na água. Caso o mesmo não esteja presente após o ultimo wakeboarder da bateria finalizar a sua passada, será desclassificado nessa rodada. No entanto, o juiz de pontão pode ceder um minuto de acréscimo se ocorrerem situações emergenciais descobertas somente no momento que é a vez do wakeboarder competir (Exemplo: Uma bota rasgada, um cabo com nós, etc...). É sua responsabilidade ter o cabo pronto e sem nós.

3. Qualquer comunicação com o barco deve ser apenas dirigida aos juizes do barco a qualquer momento ou ao piloto antes de sair do pontão O wakeboarder deve usar de sinais padrões para se comunicar e, se possível, não fazer o barco parar. O uso deliberado de táticas que atrasem o andamento da competição será considerado como conduta antidesportiva e fará com que o wakeboarder fique sujeito a uma desclassificação ou penalização com perda de pontos.

4. Os seguintes sinais são aplicáveis em adição aos já conhecidos sinais. Use-os como for conveniente.

a) Polegar pra cima significa ir mais rápido.
b) Polegar pra baixo significa ir mais devagar.
c) Apontar para um item do equipamento significa problemas com esse item.
d) Apontar para trás em direção a um objeto, significa fragmentos na água (tocos, lixo, etc.).
e) Levantar a mão acima da cabeça significa pedido de re-ride (repetição de passada).
f) O wakeboarder que cair deve sinalizar ao barco de competição ou equipe de resgate para que esses saibam se ele está bem ou machucado.
g) Após uma queda séria o wakeboarder deve avisar ao barco que está tudo ok, levantando uma das mãos na altura da cabeça.
h) Caso o wakeboarder queira parar de andar deve movimentar uma das mãos em cima da cabeça como se estivesse batendo nela.

5. Todas as pessoas no barco do campeonato devem prestar atenção às necessidades e sinais do wakeboarder. Comunicação com o barco é tão importante para a segurança e eficiência quanto a comunicação entre o wakeboarder e o piloto.

6. Para qualquer falha no equipamento, o wakeboarder tem 3 minutos para reparar o equipamento. Ao perceber alguma falha, o deverá soltar o manete imediatamente. Isso contará como uma queda se ocorrer dentro da raia ou entre a primeira e a segunda passada. O juiz chefe terá a palavra final em dizer se o equipamento realmente teve uma falha. O equipamento pode ser reparado tanto no barco como no pontão, se for necessário. A medição do tempo de reparo começa a contar no momento em que o wakeboarder estiver na plataforma do barco (para um reparo no barco) ou quando o wakeboarder pisar no pontão (para um reparo no pontão). Caso o wakeboarder decida que irá fazer o reparo no pontão, ele só poderá começar a reparar/desmontar seu equipamento quando chegar ao pontão. O wakeboarder deve estar calçando suas botas, já no barco, no momento que o tempo de reparo terminar ou sua passada terá acabado. Caso a falha ocorra durante uma passada, após o conserto da mesma, o wakeboarder continuará sua passada a partir do ponto da queda ou de ter soltado o manete.

7. O wakeboarder pode desistir de sua passada se jogar o manete antes de entrar na raia de competição se houver algum problema (como o cabo estiver fixado no encurtamento errado). Tal atitude não acarretará em nenhuma penalidade ao wakeboarder, ele continuará a partir do ponto em que soltou o manete.

8. É de responsabilidade do wakeboarder de certificar, se necessário, de que há lubrificantes para calçar a sua bota no pontão e/ou no barco de competição antes de iniciar sua rotina. Falta de lubrificante para a bota não é considerado falha de equipamento e não será dado tempo extra para o wakeboarder. Não é responsabilidade da ABW de prover o lubrificante, traga o seu para não ficar sem.

9. Condições Idênticas de Competição – Como o wakeboard é um esporte praticado ao ar livre, e a partir do momento em que o campeonato é voltado ao público assim como também é um evento de competição, medidas cabíveis para que se assegure condições idênticas e/ou ideais serão tomadas de acordo com as opiniões do Juiz Chefe e/ou organizadores do evento. Protestos e requerimento de re-ride não serão aceitos se baseados em variações nas condições de competição.

10. No caso de ocorrer condições não desejáveis de água e/ou condições meteorológicas quando um evento deva continuar, a condição de “Severidade” poderá ser aplicada nessa rodada do evento. Decisões a respeito dessa condição deverão ser de responsabilidade de um comitê composto pelo juiz chefe, organizadores do evento e somente os wakeboarders prejudicados. No entanto é reservado à organização do campeonato o direito de ter a decisão final. Essa condição não se aplica somente quando a água estiver muito agitada, mas a muitas condições de tempo, visibilidade e água que possam vir a ocorrer, condições essas que possam fazer com que a performance do wakeboarder possa ser seriamente afetada.

11. O comitê deverá determinar qualquer modificação que se faça necessária no interesse da segurança dos wakeboarders e para que se promova uma competição justa e atrativa. Tais modificações podem incluir, mas não estão limitadas a, mudança na velocidade do barco, mudança no percurso de competição, comprimento da raia e formato. Assim que uma rodada do evento tenha sido assim designada e a disputa já tenha começado, a condição de “Severidade” deverá ser aplicada a todos os wakeboarders daquela rodada do evento, mesmo que as condições melhorem no decorrer da rodada. As pontuações no ranking não serão modificadas devido à aplicação da condição de “Severidade”.

12. A ABW irá fazer o máximo para que a agenda prevista, a ordem de entrada e o numero de eliminatórias, semifinais etc. para o campeonato sejam seguidas à risca, porém a ABW pode cancelar, misturar ou alterar o horário e data de eliminatórias, semifinais e finais etc., transformar eliminatórias em semifinais ou em finais sempre no intuito de completar a competição e estabelecer vencedores.

13. Caso haja obstáculos e o wakeboarder seja de uma categoria que possa usá-los, o wakeboarder devera usar estar usando o capacete antes de sair do pontão de saída. Não será permitido que o wakeboarder ponha o capacete no meio de sua passada. (ex.: após uma queda)

14. Durante os treinos livres não há separação por categorias, todas treinam juntas. A ordem de entrada é definida pela ordem de chegada dos wakeboarders. Perto do pontão de saída eles farão uma fila com as suas próprias pranchas. Caso algum wakeboarder furar a fila, ele irá para o final da fila. Os wakeboarders que trabalham para a ABW e também competem tem o direito de furar a fila, pois eles têm outras responsabilidades perante o evento.

VII. Categorias

1. Para o Masculino são três as divisões de categorias:

a) A 1 a divisão é a Profissional. Qualquer um que tenha nível pode participar da mesma. Os interessados deverão entrar em contato com a ABW para que ela cheque se o mesmo tem ou não nível para participar.

b) A 2 a divisão é a Open. É para os wakeboarders da 3a divisão que estão em um nível acima dos outros wakeboarders da sua categoria por idade, ou que estão quase no nível da Pró, mas ainda não chegaram lá. Também é para os competidores da categoria pró que durante o ano anterior não tenham passado para as finais em nenhuma etapa do circuito. Caso haja wakeboarders na 3 a divisão que estão muito a frente do nível dos outros participantes em sua categoria, e não se inscreveram no Open, a ABW pode não permitir que o mesmo se inscreva na 3 a divisão, obrigando o mesmo a se inscrever na Open.

c) A 3 a divisão é composta pelas categorias de entrada divididas pelo nível do wakeboarder. Ela é aberta a todos os wakeboarders que queiram participar do campeonato, independente da sua experiência no wakeboard. Esta categoria é para os wakeboarders que ainda não tem nível de ir para a Open ou Profissional.

Wakeboarders nestes eventos podem variar muito de nível técnico. Com isto em mente, a organização da competição tem a opção de criar categorias de acordo com o nível técnico dos wakeboarders. A proposta dos campeonatos de iniciantes é de encorajar o máximo de participantes locais e regionais em eventos de wakeboard.

As categorias para os campeonatos de iniciantes (3ª divisão) poderão ser:

Iniciantes: Nenhuma experiência em campeonatos;
Intermediária: Participou de ao menos um campeonato e pula as duas marolas consistentemente, 180s e grabs;
Avançada: Tem invertidos e/ou rotações em sua passada.
Mirin: Atletas menores de 12 anos. A idade valida é a que o atleta tinha no dia 01 de Janeiro do ano da competição.

2. A Feminino pode ter uma ou duas divisões dependendo do evento.

a) A 1 a divisão é a Feminino Open. É aberta a qualquer wakeboarder que queria participar e consiga consistentemente pular as duas marolas, de “heel side” e “toe side”.

b) A 2 a divisão é a Feminino Amador. Ela é aberta a todas as wakeboarders que queiram participar do campeonato, independente da sua experiência no wakeboard, principalmente as de nível iniciante e intermediário.

3. Caso alguma categoria tenha menos de três participantes, a categoria existirá para efeito de ranking, porém os participantes da mesma competirão na categoria mais próxima. Uma vez que a categoria foi cancelada por falta de quorum e os wakeboarders forem passados para outra categoria, mesmo que apareçam wakeboarders da categoria cancelada, eles não mais poderão participar na categoria que foi cancelada e nem na categoria onde a categoria cancelada foi mesclada.

4. Categorias podem ser criadas ou misturadas por livre decisão da organização da prova.

5. Todas as categorias exceto a Profissional e a Feminino Open são consideradas categorias amadoras.

6. Apenas a categoria Profissional e a Feminino Open podem receber prêmios em dinheiro.

7. Os wakeboarders só podem inscrever-se em uma categoria durante o evento. Caso o wakeboarder não participe de sua categoria por chegar atrasado ou ser desclassificado ele não poderá participar de outra categoria.

8. Caso não haja quorum para que nenhuma categoria Feminino ocorra, as wakeboarders inscritas participarão nas categorias masculinas de acordo com sua capacidade técnica.

9. Uma vez que o wakeboarder virou Profissional, o mesmo somente poderá competir na categoria Profissional em qualquer campeonato até o final do ano.

10. Somente é permitida a utilização dos obstáculos por wakeboarders das categorias Open, Pró e Feminino Open.
Dependendo da dificuldade do obstáculo, eventualmente poderá ser limitado somente para a categoria Profissional ou também liberado para outras categorias, esta decisão caberá ao Juiz Chefe ou a direção da prova, sendo que o uso de capacete de proteção é obrigatório para aqueles que forem usar os obstáculos. O wakeboarder que for de categoria não autorizada ou de categoria autorizada que tentar ou mesmo fizer uso dos obstáculos sem o capacete de proteção será automaticamente desclassificado da competição, não cabendo nenhum recurso para essa decisão. Esta regra também vale para os treinos. Mesmo que na hora do ocorrido o piloto e/ou os juizes permitam, o competidor será desclassificado mais tarde pela organização do evento não cabendo nenhum recurso.

VIII. Julgamento

1. Os wakeboarders serão julgados subjetivamente por sua rotina livre individual (entende-se por rotina as duas passadas entre as bóias de marcação + o Double Up se aplicável).

2. Os wakeboarders podem fazer qualquer manobra que queiram e na ordem que desejarem. Cada wakeboarder deverá ter sua rotina julgada como um todo.

3. Eles serão julgados pela competência na execução das manobras, o quão alto vão, na variedade de manobras realizadas, na dificuldade técnica de cada uma das manobras completadas, se levou cada manobra ao seu limite, uso dos obstáculos existentes (se aplicável) e também na criatividade e fluidez de sua rotina.

4. Cada manobra que o wakeboarder realizar será avaliada na pontuação da passada. Cada wakeboarder será julgado nos três critérios de julgamento subjetivo APENAS (Execução-Intensidade-Composição) para que se chegue a uma única e combinada pontuação entre 0-100. Ver a seção XIII para entender a fórmula.

5. É recomendado aos wakeboarders demonstrarem a extensão e limites de suas habilidades. Acertar o Double Up e usar os obstáculos no percurso (se aplicável), também será considerado no julgamento da rotina.

6. O julgamento da rotina começa ou quando o wakeboarder pegar o obstáculo antes da primeira passada (caso exista um nesta posição na raia) ou depois da bóia de inicio de passada, e termina após a segunda queda ou após ele passar a bóia de final de segunda passada, ou após uma queda depois da bóia de ¾ de percurso e se aplicável, após a manobra no double up.

7. Esse formato é um estilo livre de competição. Isto quer dizer que o wakeboarder é livre para realizar quaisquer manobras e na ordem que desejar.

8. Só manobras que o wakeboarder completar e sair andando sem cair serão consideradas no julgamento. Mesmo que ele faça a manobras mais difícil e mais alta e cair, ela não será considerada.

9. As pegadas (grabs) só serão consideradas no julgamento se o wakeboarder realmente pegar na prancha. Tapinhas não serão considerados.

IX. Raia de Competição

1. O percurso deverá ser aproximadamente entre 360 e 460 metros (aprox. entre 1200 e 1500 pés), isso é similar a um percurso percorrido em 28 a 30 segundos a 24 mph (40 km/ph). Ele será demarcado em ambas as extremidades da raia de competição por duas bóias: a de início de passada e a de fim de passada.

2. Haverá também a bóia de ¾ do percurso da segunda passada. Caso a raia seja pequena e não dê para o barco atingir velocidade suficiente para o planeio antes da bóia de final da segunda passada, esta bóia de marcação de ¾ de percurso será deslocada para uma distância mais próxima do meio da raia.

3. Os wakeboarders serão avisados em cada evento onde estas bóias estarão localizadas.

4. O barco sairá do pontão de início em direção a uma das extremidades da raia de competição. O barco fará a volta e entrará no percurso. Ele irá seguir em um percurso reto demarcado pelas bóias de inicio e fim de passada. Ao final da primeira passada, o barco fará a volta imediatamente após passar a bóia de fim de passada e entrará de novo no percurso. Ao final da segunda passada o barco irá virar após passar a bóia de fim de passada e voltará ao pontão ou, se aplicável, antes de voltar ao pontão, irá preparar um double up para a direita ou esquerda.

X. Manobras

1. É aconselhável que os wakeboarders realizem o maximo de manobras por passada.

2. Não há um número máximo ou mínimo de manobras exigidas e também não haverão pontos pré-determinados para nenhuma das manobras; no entanto, os wakeboarders devem se concentrar na QUALIDADE e NÃO QUANTIDADE. Por exemplo, é melhor realizar 10 manobras grandes, gordas, do que 14 manobras baixas.

3. Recomenda-se realizar pelo menos cinco manobras por passada, e tentar realizar mesmo essas cinco manobras. Os wakeboarders não devem repetir nenhuma manobra. O objetivo é a realização de uma grande variedade de movimentos, levar cada manobra ao seu limite e fazer com que toda a rotina seja fluida.

4. O wakeboarder pode realizar novas manobras em qualquer momento na sua rotina. Esse formato é uma oportunidade para que se introduza e realize, em competição, novas manobras assim que você puder realizá-las efetivamente. Tire vantagem dessa oportunidade.

XI. Double up

1. Ao fim da segunda passada, caso o wakeboarder não tenha finalizado a sua passada devido a quedas, será dada à chance de execução de um double up.

2. É responsabilidade do wakeboarder informar ao piloto do barco como deseja que seja feito o double up antes de deixar o pontão de saída. Ex.: Qual lado que deseja, sé é mais aberto ou fechado etc... Não haverá re-rides se houver falhas de comunicação.

3. O wakeboarder poderá alterar o lado que deseja que o double up seja, sinalizando a alteração claramente para o barco e recebendo confirmação do mesmo antes do final da segunda passada.

4. Aos responsáveis pelo evento é dada a opção da adição de um double up após a primeira passada.

5. O double up NÃO será realizado nas eliminatórias, somente nas finais, porém a organização do campeonato pode incluir o double up em outras fases da competição.

6. O double up somente é permitido aos wakeboarders da categoria Pro.

7. Dependendo do numero de inscritos e do andamento do evento, a direção de prova poderá permitir o Double up para outras categorias.

8. Se, por acaso, o double up for realizado para o lado errado, o wakeboarder deve desistir do double up e não tentar realizar nenhuma manobra. O barco irá então realizar o percurso novamente, voltar, e aí sim realizar o double up para o lado correto. Não haverá re-ride se for criada muita turbulência na água por esta ação. Se o wakeboarder tentar realizar qualquer manobra no double up que foi mal feito, isto quer dizer que o wakeboarder aceitou o double up e não lhe será dado à chance de fazer outro double up melhor, ou para o lado certo.

9. Caso o Double Up for realizado para o lado certo, porém haja erro grosseiro de pilotagem, o wakeboarder pode não ir para o mesmo e explicar aos juizes a razão do pedido de novo um double up. A decisão será somente dos juizes. O barco irá então realizar o percurso novamente, voltar, e realizar um novo double. Não haverá re-ride se for criada muita turbulência na água por esta ação. Se o wakeboarder tentar realizar qualquer manobra no double up que foi executado errado, isto quer dizer que o wakeboarder aceitou o double up e não lhe será dado à chance de fazer o double up novamente. Caso a razão para um novo double up seja por um pequeno detalhe ou frescura do wakeboarder, os juizes não darão um novo double up para ele.

XII. Quedas

1. O wakeboarder pode ter o máximo de duas quedas durante a sua rotina. Na ocorrência da primeira queda, o piloto do barco irá pegar o wakeboarder o mais rápido possível. O wakeboarder não será pego após a segunda queda, ou após a primeira queda caso ela ocorra depois da bóia de ¾ do percurso da segunda passada.

2. Caso houver double up, se o wakeboarder tiver tido a sua primeira queda tanto na água ou no obstáculo após a bóia de ¾ na segunda passada, ele será pego pelo barco e irá diretamente para o double up.

3. Sempre haverá uma bóia na raia de competição, entre as bóias de início e fim de cada passada, que demarcará claramente esse ponto, após o qual o wakeboarder não será mais pego. Após a segunda queda a rotina termina e o barco retornará ao pontão.

4. Alem da queda que o wakeboarder tem direito nas passadas, ele pode ter uma queda fora do percurso. Porém se ele tiver uma queda entre a primeira e a segunda passada, esta será considerada uma queda normal de passada.

5. Será permitido ao wakeboarder largar o manete uma vez antes do inicio de sua primeira passada. Isto irá contar como o seu tombo de fora do percurso. Caso ele largue o manete entre a primeira e a segunda passada isso será considerado como um tombo de passada.

6. No caso de haver obstáculos na raia de competição, o wakeboarder terá direito a uma queda nos obstáculos e continuar a passada sem que essa queda conte como as quedas de passada na marola. Na segunda queda no obstáculo, a passada acaba. Cada wakeboarder poderá ter uma queda na água e outra nos obstáculos.

a) Exemplo um: O Wakeboarder cai no obstáculo e depois cai em sua primeira manobra na marola, o wakeboarder ira continuar a passada, mas na próxima queda em qualquer um deles a passada termina.
b) Exemplo dois: O wakeboarder cai no slider depois cai no Kicker, a passada termina.

7. Dependendo do andamento do evento, a organização da prova pode permitir uma ou mais quedas extras para os wakeboarders da categoria Profissional

XIII. A passada

1. A rotina de competição consiste da primeira passada entre as bóias, a segunda passada entre as bóias e se aplicável a manobra do double up.

2. O wakeboarder poderá iniciar a rasgada/cortada antes da bóia de inicio de passada, porém só poderá iniciar a manobra estando ou alinhado ou após a bóia de início de passada.

3. Manobras iniciadas antes da bóia de final de passada e completadas após essa mesma bóia de final de passada serão consideradas válidas.

4. Nas eliminatórias a rotina acaba quando o wakeboarder cair pela segunda vez ou passar a bóia de final da segunda passada.

5. Nas finais, se aplicável, a rotina acaba após a manobra no double up.

6. Não serão consideradas no julgamento manobras realizadas entre a bóia de final da primeira passada e a bóia de inicio da segunda passada, ou entre a bóia de final da segunda passada e a manobra no double up, ou a caminho para o pontão.

8. NÃO haverá re-rides (repetição de passada) por double up não perfeito ou variação percebida na velocidade do barco. Re-rides poderão ser dados pelos juizes no barco, inclusive o piloto, por falha no equipamento do barco ou por erro grosseiro de pilotagem. Mesmo assim, só serão permitidos se o wakeboarder não for executar a manobra. Uma vez que ele foi para a manobra, independente das condições, significa que ele aceitou as condições e não haverá chances para protesto. Caso acontecer um re-ride ele será apenas da passada afetada e não de toda a rotina.

9. Qualquer atleta que, após uma queda, nade no sentido contrário para ganhar vantagem, não será pego novamente pelo barco e sua passada terá terminado.

XIV. Eliminatórias e Finais

1. A competição utiliza o formato de eliminatórias. Nas rodadas de classificação há um número mínimo exigido de três participantes para que existam as categorias. Havendo menos do que três participantes em uma categoria, os participantes da mesma irão para a categoria mais próxima, porém, a classificação entre eles servirá para determinar a pontuação no ranking da sua categoria de origem. Para efeito de podium e premiação eles receberão da categoria que eles competiram na etapa.

2. Uma vez que a categoria foi cancelada por falta de quorum e os wakeboarders forem passados para outra categoria, mesmo que apareçam wakeboarders da categoria cancelada, eles não mais poderão participar na categoria que foi cancelada e nem na categoria onde a categoria cancelada foi mesclada. Os wakeboarders atrasados são considerados desclassificados no instante em que a categoria foi cancelada e mesclada com a outra.

3. O campeonato é no formato de eliminatórias. Categorias com menos de 8 wakeboarders, não haverá eliminação.

4. Categorias com até nove participantes terão uma única bateria de classificação. Categorias com dez ou mais wakeboarders serão divididas em 2 baterias ou mais, nunca excedendo o limite máximo de 9 wakeboarders por bateria. Ex.: 11 wakeboarders = 2 baterias, uma de 5 participantes e outra de 6. Caso haja 2 baterias na categoria, classificam 4 wakeboarders de cada uma para as finais; Para 3 baterias na categoria, classificam 3 wakeboarders de cada uma para as finais; Para 4 baterias na categoria, classificam 2 wakeboarders de cada uma para as finais. Nunca passando do total de 9 wakeboarders na final.

5. A ordem de entrada dos wakeboarders em cada bateria de classificação é determinada pelas colocações dos mesmos no Ranking na ordem decrescente. Caso haja duas ou mais baterias, o wakeboarder que tiver a melhor colocação será o último da última bateria, o segundo do ranking será o último da antepenúltima bateria e assim por diante. Para wakeboarders que não estejam no ranking atual, eles entrarão antes dos wakeboarders rankeados e ai será utilizado o Ranking anterior. Wakeboarders estreantes serão os primeiros a entrar na água. A organização da etapa poderá utilizar o sistema de ordem de entrada aleatória ou alfabética caso o sistema de Ranking não seja aplicável.

6. Nas finais (e caso haja quartas de finais e semifinais) a ordem de entrada será a ordem inversa de classificação nas eliminatórias anteriores. Entre os wakeboarders que ficaram com a mesma classificação em diferentes baterias da mesma categoria, a ordem de saída nas finais será pelo número da bateria, o da primeira bateria entra antes do da segunda e assim por diante.

7. Exemplo de divisão das baterias pelo ranking. 12 Wakeboarders rankeados:
•Bateria 1 – 11º, 9º, 7º, 5º, 3º, e 1º.
•Bateria 2 – 12º, 10º, 8º, 6º, 4º, e 2º.

8. Especificamente para a categoria Pró o formato é um pouco diferente, uma vez que a mesma poderá ter a repescagem. A repescagem ocorrerá no domingo, porém a direção da prova pode alterar isso para melhorar o andamento do evento. O formato de julgamento da repescagem é o mesmo formato usado na eliminatória.

Exemplo de repescagem :
•10 wakeboarders - 6 passam para as finais e os demais estão classificados para a repescagem. 2 da repescagem passam para a final.

 

9. Caso o wakeboarder se classificar para a próxima rodada (finais ou semifinais) e não comparecer ele será desclassificado da competição não importando a razão. No caso da rodada que ele participou anteriormente ao não comparecimento (rodada classificatória, por exemplo) ter tido somente uma bateria, o primeiro wakeboarder que não havia se classificado poderá continuar na competição, caso esteja presente a hora desta nova rodada. Se esse não estiver presente o próximo será classificado e assim por diante. No caso de haver duas baterias ou mais, só serão classificados os próximos desclassificados caso aconteça dois não comparecimentos (1 de cada bateria, no caso de duas baterias) e assim por diante.

10. Só passam para as finais wakeboarders que tenham pontuado na eliminatória. Em categorias com oito ou menos wakeboarders onde todos passam para final, caso algum deles tenha feito zero pontos na eliminatória, ele não passará para a final. Essa regra não se aplica a categorias de iniciantes e estreantes.

XV. Ranking

1. Cada categoria terá seu próprio ranking. Caso o wakeboarder mude de categoria, os pontos da categoria anterior permanecem nela e o wakeboarder começará um novo ranking na nova categoria em que ele for participar.

2. A pontuação para ranking é independente dos pontos que o wakeboarder teve no campeonato. Os pontos são estabelecidos pela classificação da final conforme tabela.

FINAL PONTOS
1º lugar 100, 2º lugar 95, 3º lugar 90, 4º lugar 85, 5º lugar 80, 6º lugar 75, 7º lugar 70, 8º lugar 65, 9º lugar 60, 10º lugar 55, 11º lugar 50, 12º lugar 45, 13º lugar 40, 14º lugar 35, 15º lugar 30, 16 o lugar 25, 17 o lugar 20, 18 o lugar 15, 19 o lugar 10, 20 o lugar 5

Os wakeboarders que empatarem, receberão a mesma pontuação referente à classificação.

Haverá empates nas categorias que utilizam mais de uma bateria, os atletas que não se classificam para a final ficam empatados e recebem os mesmos pontos. Por exemplo : 2 baterias de 6 atletas, os 8 que se classificaram para a final (4 de cada bateria) serão pontuados de 1° ao 8°, os demais atletas ficarão empatados em 9° e 11° lugar, sendo os nonos colocados os 5° colocados da eliminatória e os 11° os 6° colocados da eliminatória.

Na categoria profissional o ranking será definido pelas colocações na final, semifinal e repescagem, nessa ordem.

3. Wakeboarders que participarem da eliminatória e se classificarem para as finais e não comparecerem nas finais serão desclassificados da etapa e não receberão ponto algum no ranking.

4. Caso haja empate no ranking após a ultima etapa, o desempate será definido pelo número de vitórias entre os empatados. Se o numero de vitórias não der certo, segue-se para o número de segundos lugares e assim por diante. Se mesmo assim continuar o empate, valerá a colocação de ambos na última etapa em que ambos participaram. O que tiver tido a melhor colocação ficará uma posição acima do outro.

5. Para o campeonato Brasileiro 2008, haverá 1 descarte de pontuação. Somente os 4 melhores resultados valerão. Para a categoria Profissional, que contará com 6 etapas, serão 2 descartes possíveis.

6. Os resultados descartados não contam para o desempate.

XVI. Critério de Julgamento

1. Critério de pontuação – Os wakeboarders serão julgados na dificuldade e competência das manobras realizadas, o quão grande elas foram, a variedade de manobras colocadas nas suas passadas e também na criatividade e fluidez da sua rotina, como um todo. A rotina terá uma pontuação que irá de um mínimo de 0 a um máximo de 100 pontos. Os juizes irão pontuar os wakeboarders em cada um dos três critérios a seguir:

a) 33.3 PONTOS – EXECUÇÃO
Esse critério irá refletir a dificuldade técnica e perfeição de cada manobra realizada na água bem como nos obstáculos se aplicável, assim como a conclusão bem sucedida de toda a rotina com um mínimo de quedas.

b) 33.4 PONTOS – INTENSIDADE
Esse critério irá refletir o grau de desempenho com que cada manobra foi realizada em termos de quão grandes e altas suas manobras foram efetuadas. A passada como um todo em termos de intensidade será julgado por esse critério, por isso, por exemplo, NÃO se recomenda fazer manobras altas de heelside (cravando a borda da prancha do lado do calcanhar) e fazê-las baixas de toeside (cravando a borda da prancha do lado dos dedos do pé) pois sua intensidade no geral será considerada no máximo média e isso deverá ser refletido em sua pontuação.

c) 33.3 PONTOS – COMPOSIÇÃO
Esse critério reflete a composição geral da rotina em termos da habilidade do wakeboarder em combinar uma grande variedade de manobras, em uma seqüência fluída e criativa.

2. Fórmula de pontuação: a nota MEDIANA, a MÉDIA das notas e o Juiz MEDIANO que cada juiz deu em suas planilhas de julgamento, serão combinadas para que se chega à pontuação final.
a) A nota MEDIANA é determinada, descartando-se a maior e a menor nota de cada critério de julgamento, e as notas intermediárias serão usadas para chegar ao resultado.
b) No método de MÉDIA das notas, para todas as pontuações dos três juizes em cada critério de julgamento é tirada uma média aritmética, sendo essa média a nota em cada critério de julgamento que foi obtida pelo wakeboarder.
c) No Juiz Mediano somam-se todas as notas que cada juiz deu para cada wakeboarder. Tire-se o menor e o maior e resta a nota do juiz Mediano para termos de colocação. Ai, com estas três formas de colocação lado a lado, pega-se as que estiverem iguais e tira-se a média entre elas. d) Caso haja discrepância entre os três resultados das médias, as colocações de cada juiz serão usadas para definição das colocações.

3. Os três juizes, incluindo um Juiz Chefe, irão julgar a competição do barco.

4. O julgamento é feito por comparação, entre os wakeboarders de uma mesma bateria. Os pontos de uma bateria não podem ser comparados com outra bateria da mesma categoria ou de outra categoria.

XVII. Protestos

1. Nenhum protesto verbal será considerado nas decisões de julgamento pelos juizes. Qualquer protesto somente pode ser feito pelo wakeboarder envolvido, POR ESCRITO no formulário oficial de protesto, imediatamente em seguida e em até 10 (dez) minutos ou após a divulgação dos resultados oficiais ou depois de ocorrido a razão do mesmo.

2. O valor estipulado para requerer o protesto será o mesmo valor da inscrição sem a multa. Se o protesto for deferido, a ABW devolve o dinheiro, caso o contrário não.

3. O Wakeboarder irá se dirigir à juria e entrar em contato com o Juiz chefe ou o responsável pela pontuação e pedir o formulário de oficial de protesto. Após um dos dois receberem o formulário preenchido o protesto será inicialmente julgado pelo Juiz Chefe o qual irá se atualizar com a situação e se necessário irá revisar as fichas de juizes. Caso for necessário o Juiz Chefe irá se reunir com a comissão julgadora da categoria para discutir o protesto. Se possível todos os juizes da categoria irão se reunir com o wakeboarder que fez o protesto para discutir o mesmo. Ações corretivas podem ser tomadas pelo juiz chefe para solucionar o protesto.

4. Caso o protesto ocorra na água durante a passada do wakeboarder ele será enviado para o Juiz Chefe ou o responsável pela pontuação via rádio. O protesto será anotado pelo responsável pela pontuação no formulário oficial de protesto até que o wakeboarder esteja apto a assinar e completar o formulário. O Juiz Chefe irá seguir os passos seguintes para julgar o protesto.

5. Todos os Juizes de todas as categorias devem estar presentes na juria imediatamente após o final da ultima categoria do dia ou do evento de premiação e devem ficar lá por 20 minutos para responder a possíveis questões dos wakeboarders. Pode haver situações onde alguns juizes são forçados a deixar o local de competição antes ou logo após o final do evento. Nesse caso os protestos serão analisados pelo juiz chefe e pelo restante da comissão julgadora presente no momento para tomar a decisão final.

6. Não serão aceitos protestos em relação às colocações definidas pelos juizes.

7. Devido ao sistema subjetivo de pontuação, a natureza e o espírito do wakeboard, filmagens em vídeo ou qualquer outro formato não será usado pelos juizes, wakeboarders ou representantes para julgar qualquer tipo de dúvida. Os juizes não irão ver ou revisar qualquer tipo de vídeo durante o evento.

XVIII. Outros Formatos de Competição

1. Passada cronometrada:

O Formato de Passada Cronometrada é similar ao formato padrão de Passada Livre da ABW, descrito acima, com pequenas mudanças abaixo:

a) Os Wakeboarders irão realizar uma rotina de julgamento subjetivo cronometrada. O tempo que cada wakeboarder terá para realizar suas manobras será definido pela organização do evento.
b) O Barco irá realizar diversas passadas na raia de competição dentro do tempo pré-estabelecido. Dentro deste percurso a organização poderá permitir que sejam dados diversos double up’s para os wakeboarders na direção que eles escolherem.
c) O tamanho da raia é o mesmo da passada livre, porém não tem a bóia de ¾ de passada.
d) O julgamento será iniciado no momento que o wakeboarder sair do pontão. O wakeboarder irá deixar o pontão de saída e imediatamente iniciar sua rotina. Os wakeboarders serão julgados pelas manobras iniciadas dentro do tempo estabelecido, incluindo as manobras realizadas durante as voltas que o barco fizer após cada passada. O julgamento irá terminar com o final do tempo estabelecido.
e) Após qualquer queda o wakeboarder irá continuar sua passada no ponto que ele caiu. O numero de quedas permitida por wakeboarder é ilimitado, porém a organização do campeonato poderá definir um número limite de quedas. O tempo gasto para pegar o wakeboarder após a queda está incluso no tempo total de sua rotina. No caso do wakeboarder cair quando faltar 30 segundos ou menos para o final de sua rotina, ou atingir o número máximo de quedas, sua rotina estará terminada e o barco não irá resgatá-lo.

2. Campeonato de Obstáculos

a) Os wakeboarder farão a sua rotina baseada nas regras ou da passada livre (Free ride) ou passada cronometrada (Timed Free ride). O número e direção das passadas, bem como a quantidade de quedas será definido pela organização do campeonato.
b) Os wakeboarder poderão realizar quantas manobras quiserem, em quaisquer obstáculos que quiserem, na ordem que quiserem dentro da raia. Não existe número máximo ou mínimo de manobras requeridas.
c) Somente serão permitidas manobras nos obstáculos e, se aplicável, no double up.
d) O formato do percurso deverá ser apropriado ao espaço disponível. A definição do percurso é responsabilidade do organizador do campeonato, porém obstáculos que são direcionais (rampas, kickers, etc.) devem ser postos no percurso de uma forma que permita que todos os wakeboarders passem em um obstáculo de um lado e outro do outro lado. (de Toe Side e Heel Side). Segurança deverá ser o fator principal ao definir o percurso.
e) O julgamento será iniciado assim que o wakeboarder tocar no primeiro obstáculo. O julgamento acaba após o último obstáculo, ou após o último double up ou após a última queda permitida.
f) Poderá haver o double up tanto após a primeira passada como após a segunda passada, ou ambos, porém caso a embarcação que estiver puxando não tiver peso (algo normal em campeonatos só de sliders), será inútil a realização do double up.

3. Campeonato de double up:

a) Os Wakeboarders irão realizar manobras no double up, onde o barco irá realizar dois double up’s em um percurso pré-definido. Dentro deste percurso, os wakeboarders terão um double up para cada lado. A organização de prova poderá aumentar o numero de double-up’s.
b) O percurso tem de prover um padrão consistente/similar de double up’s para todos os wakeboarders. Bóias de inicio de curva ou marcas facilmente identificáveis devem ser usadas para assegurar que o barco sempre faça o mesmo percurso para todos os wakeboarders.
c) O Wakeboarder irá deixar o pontão e imediatamente se preparar para o primeiro double up. O segundo double up, feito na direção oposta virá imediatamente em seguida.
d) É opção do organizador do evento se os dois double up’s serão pontuados ou cada wakeboarder será pontuado somente pelo seu melhor double up.
f) Caso o wakeboarder desista do primeiro double up, e não realize nenhuma manobra, o barco irá continuar para o próximo double up. Caso o wakeboarder desista do segundo double up e não realize nenhuma manobra o barco irá repetir o double up o mais rápido possível. Não haverá re-ride se for criada muita turbulência na água por esta ação.
g) Será permitido que o wakeboarder tenha direito a largar o manete uma vez antes do primeiro double up. Isto irá contar como o seu tombo de fora do percurso.
h) Caso uma queda ocorra, o barco ira pegar o wakeboarder o mais rápido possível o continuar o percurso para o próximo double up. O wakeboarder não será pego após uma queda no segundo double up.

4. Passada Livre combinada com Obstáculos:

a) São as mesmas regras da passada livre, com a alteração de percurso da regra de obstáculos.
b) O wakeboarder tem direito a uma queda na passada e uma queda no obstáculo. Na sua segunda queda em qualquer uma das situações, a sua passada estará terminada.
c) O julgamento também é igual, porém recomenda-se ao wakeboarder que realize ao menos cinco grandes manobras por passada e utilize todos os obstáculos presentes.
d) Somente wakeboarders das categorias profissional, open e feminino open podem usar os obstáculos. A organização do evento pode permitir que outras categorias possam usar também os obstáculos.

5. Passada cronometrada com Obstáculos:

a) Segue-se a mesma regra da passada cronometrada, com a alteração de percurso na regra de obstáculos.
b) O julgamento também é igual, toda a manobra que o wakeboarder fizer na água e / ou obstáculo, estando dentro do tempo permitido fará parte do julgamento
c) Somente wakeboarders das categorias profissional, open e feminino open podem usar os obstáculos. A organização do evento pode permitir que outras categorias possam usar também os obstáculos.

XIX. Wakeskate

1. Wakeskate: Wakeboarders que utilizam a prancha do mesmo jeito que o wakeboard, porém sem o uso das botas, sapatas etc. para fixação do pé, tendo os mesmo livres.

2. Um wakeskate pode ser qualquer wakeskate especificamente desenvolvido para isto, ou uma prancha de wakeboard, com ou sem superfície de tração, usado com ou sem tênis que não estejam de maneira nenhuma fixados na prancha.

3. O formato de competição e raia é o mesmo da passada cronometrada. Podendo também ser combinado com obstáculos. O número de quedas para o wakeskate será de três quedas, na terceira queda acabou sua passada. O julgamento começa quando o wakeskater sair do pontão de saída.

4. É importante que os juizes para o wakeskate tenham familiaridade com a dificuldade e perícia envolvidas no wakeskate. Tanto as manobras realizadas, bem com a habilidade necessária são diferentes das do wakeboard, e necessitam atenção especial para o detalhe. Wakeboarders, skatistas e snowboarders poderão ser bons juizes.

5. É de livre critério do organizador do evento e/ou número de wakeboarders de wakeskate inscritos a divisão da categoria em diversas divisões de idade ou nível de qualidade dos wakeskaters.

6. Os double up’s são uma opção do organizador na categoria Wakeskate.

7. Caso haja obstáculos durante o percurso, deverá ser seguida a regra de obstáculos no formato de competição de obstáculos para a colocação dos mesmos na raia.

8. O Julgamento do wakeskate é similar ao da passada cronometrada, porém os juizes devem prestar atenção em outros itens que são diferentes das do wake:

a) Execução: Os Juizes irão avaliar a dificuldade das manobras tanto na água bem como nos obstáculos e se o pouso delas foi limpo. Nenhuma manobra terá peso maior que outra no resultado final da pontuação já que o que está sendo julgado é a rotina inteira como um todo. É muito melhor para o wakeboarder ter uma série de manobras consistentemente ligadas uma a outra do que cair tentando uma manobra de alta dificuldade técnica.
b) Intensidade: Os wakeboarders são encorajados a levar as manobras o mais alto possível, porém a dificuldade técnica da manobra é mais importante que o tamanho da mesma.
c) Composição: É a variedade de manobras e estilos, bem como o uso dos obstáculos na rotina. Os wakeboarders devem ser premiados por realizar “manobras especificas do wakeskate” (kick/heel flips, varials, shuvits etc..) ao invés de “manobras de wakeboard sem as botas”. Variações dentro das
manobras, como a adição de elementos, realizando manobras de base trocada (switch), usando os obstáculos e ligando as manobras entre si deve ser levado em conta neste quesito.

9. Os juizes devem escrever em suas fichas a lista das manobras, realçando a dificuldade e execução, seqüências de manobras limpas e bem executadas, uso dos obstáculos, quedas e comparar as notas entre os outros wakeboarders da mesma bateria.

10. As baterias devem ser menores do que as usadas nos campeonatos de wakeboard para assegurar a comparação subjetiva.

XX. Colaboradores e Juizes

1. Os wakeboarders que estiverem disponíveis durante todo o campeonato para ajudar na organização, seja como juiz, piloto, digitador, etc., receberão no final do campeonato a devolução do valor de uma inscrição sem multa. A organização se reserva ao direto de julgar quem é que esteve disponível durante todo o campeonato para receber o valor da inscrição de volta. Todos têm de pagar a Inscrição, não mais serão aceitas fichas de inscrição sem pagamento por que a pessoa trabalhará no evento. Ela receberá de volta o valor da inscrição sem multa no final do evento.

2. Aqueles que aceitarem e forem designados para serem juizes deverão sempre estar à disposição da organização durante todo o evento. Caso contrário poderão ser desclassificados da competição.

3. Não serão aceitos atrasos dos colaboradores. Mesmo que eles trabalhem em 4 categorias por dia, porém tenham chegado atrasados para alguma categoria que estavam escalados para trabalhar eles não receberão o valor da inscrição de volta.

XXI. Informações Extras

1. Veiculação de imagem: Os wakeboarders dão o direito exclusivo das imagens feitas durante o campeonato para a ABW por tempo ilimitado, para o uso de fotos, vídeos, rádio e filmes feitos durante o campeonato em caráter Editorial ou para uso na promoção do evento, e não para uso em Propaganda.

2. Patrocinadores: Toda a área do evento estará sobre controle da ABW e dos organizadores para efeito de patrocínio. Qualquer forma de publicidade fora daquela acertada entre a ABW e a organização poderá ser retirada do local do evento caso venha a ferir os interesses da ABW, dos organizadores e dos patrocinadores.

3. Os wakeboarders poderão usar roupas e equipamentos de seus patrocinadores, desde que não façam propaganda exagerada na área do campeonato. A organização do evento e/ou a ABW tem o direito de controlar e proibir material publicitário usado, vestido ou mostrado pelo competidor que sejam considerados excessivos ou conflitantes com os patrocinadores do evento. A ABW e a organização do evento podem vir a não aceitar a participação do wakeboarder ou desclassificá-lo do evento se acharem que isso seja necessário. Essa regra se aplica também a não competidores que estiverem dentro da área do evento.

4. Lycras: Os wakeboarders deverão fazer suas passadas usando a lycra do evento. A recusa será entendida como conduta antiesportiva.

5. Prática antes do evento: Não será permitido praticar wakeboard no local do evento nos dias de campeonato e treinos oficiais, fora isso, não haverá restrições. A ABW pode permitir exceções para certos wakeboarders pré-selecionados para eventos relacionados à mídia, promoção do evento ou outras ocasiões que sejam do interesse do evento. A quantidade de wakeboarders e o tempo que eles irão praticar são de livre escolha da ABW. A violação desta regra resultará na desclassificação do wakeboarder.

6. Inscrições: O critério para inscrições estará na ficha de inscrição para cada etapa. Não será devolvido o valor caso o wakeboarder não compareça ao evento. O valor poderá ser restituído desde que o wakeboarder faça o cancelamento de sua inscrição até a data limite para pagamento sem a multa. Caso o wakeboarder sofra alguma lesão ou esteja doente e impeça a sua participação no campeonato ele terá a sua inscrição restituída se ele avisar verbalmente ou por telefone o Juiz Chefe ou o responsável pela pontuação antes que seu nome esteja publicado na ordem de entrada de sua categoria da eliminatória, após a eliminatória não haverá restituição. Após a apresentação de um atestado médico a ABW ele terá sua restituição. Qualquer falsificação será considerada conduta antiesportiva. Serão debitados os custos bancários na devolução.

7. A organização poderá não permitir que o competidor participe do campeonato de acordo com suas condições físicas no momento da competição caso entenda que a participação do atleta representa um risco a sua saúde ou de outros atletas ou envolvidos no evento. Drogas e embriaguez por exemplo. Neste caso o atleta será punido por desclassificação.

  Calendário de Eventos
  Julho de 2010
 
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
        01 02 03
04 05 06 07 08 09 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31
 
  WAKEBOARD WORLD SERIES 2010 - Relentless Wakestock
  * A ABW não se responsabiliza por eventuais mudanças ou cancelamentos de eventos na qual a mesma não faça parte da organização  
Calendário 2010
ETAPA LOCAL DATA
1ª Etapa Belo Horizonte (MG) - WWA 14 a 16 de maio
2ª Etapa Campinas (SP) 13 a 15 de agosto
3ª Etapa Fortaleza (CE) 12 a 14 de Novembro
>> Outros Calendários
Copyright © 2008 - ABW - Todos os direitos reservados
Powered by Fernando Sá | Designer